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  “Não existe o tentar, existe o fazer!” 

 

– Mestre Yoda

Já se passam mais de 20 anos do meu primeiro acesso à internet e pouco mais de 25 dos primeiros contatos com um computador. Desde que tive minhas primeiras experiências, sempre coloquei como um dos meus objetivos de vida ter negócios cuja a internet seja no mínimo um meio. E com o passar dos anos, e o crescimento do acesso por todo o mundo, não vejo outro lugar para se conquistar sucesso de modo mais veloz e duradouro do que o ambiente on line.

De fato fui muito influenciado pela tecnologia em minha geração. Entretanto vejo que o desejo de crescer e conquistar nos torna cada vez mais próximos uns dos outros quando o assunto é internet.

Nos últimos 12 anos pude empreender negócios on line de diversas maneiras. Fracassei em vários deles, quebrei pelo menos umas 3 vezes, passei por bons e maus momentos tantas vezes que já perdi a conta. E diante de tudo isso ganhei milhas e milhas de experiência nos negócios, na vida e principalmente no ambiente on line.

E é justamente por possuir alguma experiência, que me proponho a detalhar em 3 lições qual o caminho que julgo mais simples ao tentar criar seu próprio negócio na internet.

1 – Descobrindo onde existe uma demanda.
2 – Criando ou distribuindo o produto adequado para esta demanda.
3 – Colocando cliente e produto frente a frente resultando em vendas.

Antes de irmos para lição numero 1, quero deixar algo claro primeiro. Criar um negócio se baseia principalmente em: ATENDER DESEJOS E EXPECTATIVAS. O foco principal de quem quer obter sucesso consistente, deve ter em mente que dinheiro é sempre consequência. Primeiro deve-se atender de modo perfeito à sua demanda (seja ela existente ou que você criou).

 

LIÇÃO 1  – Descobrindo onde existe uma demanda!

A demanda, é o nome estranho pelo qual chamamos todo o desejo existente em pessoas por algo. Este algo pode ser um produto, um serviço, wathever!

Sem demanda, seu negócio não existe. Todo e qualquer negócio pra ser sustentável tem que ser baseado numa demanda genuína. E por atender os desejos e expectativas das pessoas inseridas numa demanda, é que homens e mulheres de negócios estão obtendo êxito.

Antigamente, quando a internet era apenas um sonho, criar um negócio dependia de muitos fatores, o risco era muito maior, pelo simples fato de que o cálculo deste risco era demasiadamente suscetível a erros. Rolava muito achismo, contas absurdas do tipo: Se o país de 200 milhões de habitantes,  e conseguirmos conquistar 5% do mercado, logo teremos 10 milhões de clientes. Era muito fácil errar, e só descobrir depois de lançado o produto, que 10 milhões de pessoas era apenas a demanda total existente para o produto que se estava lançando, e que destes, apenas 1% a 3% é que de fato tinham condições de comprar. No fim chega-se a conclusão que entre 50 à 100 mil pessoas é que de fato podem vir realmente a conhecer o seu produto, e que no frigir dos ovos, você vai vender uns mil à 2 mil produtos por mês. O que dependendo do investimento feito, custos fixos, etc…provavelmente não faça o negócio ir pra frente.

Toda a ladainha acima é para demonstrar que é muito fácil se enganar com números e projeções quando feitas olhando-se o todo, e que à medida que a realidade se apresenta, os números vão caindo, caindo…ficando cada vez mais minguados. E com os primeiros anos de internet, a coisa não mudou muito não. Cansei de ver empreendedores olhando dados de Ibope, Nielsen e quetais em busca de números com o qual pudessem fazer projeções mais realistas a cerca do publico existente.

Isso tudo se tornou uma grande besteira. Dados de grandes institutos de pesquisa só servem mesmo para aquelas big corporations que tem grana pra torrar com pesquisas. No mundo real do bootstraping o mais importante é saber o mais próximo possível da realidade a resposta para seguinte pergunta:

 

Quantas pessoas estão querendo o meu produto agora?

 

Se você tem a respostas para esta pergunta, então você tem o tamanho do seu mercado. Pronto é isso…

 

Calma, se você chegou até aqui, não vai ser no momento do pulo do gato que vou te deixar na mão. Então saiba que sim, existe resposta para pergunta acima, e ela é muito precisa. Eu costumo dizer que quanto mais real o produto, mais precisa é a resposta!

Explico. Produtos existentes, que já são conhecidos no mercado, tal como um Tablet, são muito fáceis de se conseguir descobrir qual é realmente o tamanho do mercado para eles.

As Ferramentas

Tem mais de 7 anos que venho utilizando a Ferramenta de Palavras Chave do Google para descobrir o tamanho da demanda para os mais diferentes produtos. Como consultor do Google Adwords eu já lancei mais de 100 sites e criei campanhas para mais de 10 mil produtos apenas utilizando esta ferramenta. Não faço mais idéia de quantos milhões de pessoas já acessaram minhas campanhas. Meu ponto de partida é sempre a Ferramenta de Palavras Chaves. Com ela posso determinar o que é bom e o que é ruin. De modo que possa fazer projeções e identificar o tamanho de uma demanda pelo jeito que da mais certo: Entendendo como as pessoas estão buscando pelo produto!

A ferramenta de palavras chaves é apenas um passo, excelente passo por sinal. Existe também o Estimador de Tráfego. Eu costumo utilizar o estimador de tráfego sempre após definir com quais palavras chaves tenho uma idéia de como a demanda está se comportando. Para só então ir para o estimador de tráfego. Uma das maiores vantagens existentes no estimador de tráfego é a precisão quanto a pesquisas locais. Com ele eu posso prever o tráfego por cidade, estado, região, país, continente…

Normalmente quando faço estimativas para meus negócios ou clientes, meus acertos ficam acima dos 90% no que tange ao volume de tráfego que iremos conquistar.

Eu passo a maior parte do tempo estudando e selecionando palavras chaves que remetem à produto utilizando as ferramentas acima. Mas também utilizo uma outra ferramenta, que é o Insights de Pesquisa . Eu gosto de usá-la para ver tendências para uma determinada palavra-chave. Esta ferramenta não se baseia em números reais, mas em dados percentuais acerca do comportamento da palavra na busca do Google. Pegando o meu exemplo do Tablet, gostaria de mostrar o gráfico abaixo

 

 

Este é um típico gráfico do Insigths de Pesquisa, mostrando a trajetória da palavra Tablet desde de 2004. É interessante notar que que até o lançamento do Ipad a palavra simplesmente vinha rastejando de lado. Mas em janeiro ela tem um pico batendo em 40% (o que na época certamente foi o 100% em termo de tendencia) e aí ela cai novamente, e aos poucos vai subindo, e subindo e subindo, culminando com seu ponto mais alto que é o Natal de 2011.

Bom, eu utilizo esta ferramenta basicamente pra entender se as palavras que estão vinculadas ao meu produto estão em franca expansão ou em declínio. No caso do gráfico acima, possível verificar que atuamente as pesquisas de Tablet, depois de cair vertiginosamente, começão a fazer o que os grafistas chama de fundo, iniciando uma recuperação, ou mesmo “andando de lado”.

É por conta de incertezas sobre o futuro, que esta ferramenta é mais útil para produtos já amadurecidos, que tenha um mercado já estabelecido à anos, onde se possa verificar as sazonalidades de cada mês dos anos passados. Mas é uma ótima fonte de dados, e nos faz entender como é cíclico o interesse das pessoas conforme os dias passam.

Até agora nós falamos sobre demandas existentes, aquelas que estão prontas para adquirir um produto, que já estão pesquisando ou querendo algo neste momento. Mas como vimos acima, o Tablet serve de ilustração para produtos que não existiam, mas que após o seu lançamento, toda uma demanda foi criada “do nada” e desde então houve um crescimento constante da procura pelo termo genérico do produto durante cerca de 24 meses! Steve Jobs estava na verdade fazendo mais uma vez o que ele sempre fez: Transformou um mercado que só existia na cabeça dele por meio do lançamento de um produto totalmente novo!

Por isso que melhor do que atender à uma demanda, é preferível cria-la! Mostrarei na lição 2 não só como aproveitar a demanda por meio da criação do seu próprio produto ou da distribuição com grande margem de um já existente. Mas também como enxergar mercados invisíveis e lançar produtos inéditos, tendo como alicerce o desejo das pessoas por novidades.

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